AMEBRASIL: Nota sobre Paraisópolis, uma tragédia anunciada



A Associação dos Militares Estaduais do Brasil (AMEBRASIL) vem a público para alertar a sociedade brasileira sobre açodamentos (com finalidades inconfessáveis) sobre o trágico incidente ocorrido na madrugada de 1º de dezembro no bairro de Paraisópolis, cidade de São Paulo, estado de São Paulo, do qual resultou nove mortes e diversos feridos.


O fato em questão certamente irá suscitar críticas adversas, vis-à-vis a Gloriosa Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), instituição policial mais que centenária e tida por muitos (no Brasil e fora dele) como paradigmática em termos técnico-profissionais, aí incluída a questão de uso da força e respeito aos ditames dos Direitos Humanos. A apuração isenta sobre o fato e suas implicações, com toda certeza, irá trazer à luz a verdade sobre tão deplorável ocorrência.


As instituições militares estaduais, em um tempo de polarização político-ideológica, usualmente enfrentam adversidades não merecidas, mais corriqueiramente, o deplorável fenômeno da demonização (atribuir a algo ou alguém a condição de ser "do mal" ou culpável). Ao contrário disso, nesse mesmo tempo os militares estaduais não cessam de tombar no cumprimento do dever, com centenas deles tendo sido imolados em 2018, numa tendência que não parece haver mudado no ano de 2019. Mas persiste entre TODOS os operadores da segurança pública o mais que honroso juramento de proteger e servir, mesmo com o sacrifício da própria vida.


Mais além da contrição e pesar pela ocorrência de Paraisópolis, é sempre tempo de relembrar o mandamento constitucional de que "A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio" (artigo 144 da Constituição Federal de 1988). Já é mais que tempo de TODAS as instâncias do poder público compreenderem que Policiais Militares e Bombeiros Militares precisam lidar com realidades que transcendem suas competências precípuas, o que faz com que várias tragédias estejam sendo formadas bem antes dos chamados ao 190 ou 193.


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