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Polícia Militar usa búfalos no combate ao crime na Ilha de Marajó




A Polícia Militar do Pará realiza patrulhamento com búfalos na Ilha do Marajó para combater casos de roubo de gado devido ao alagamento de áreas e terrenos. A PM possui sete animais para esse tipo de patrulhamento, que também é atração turística na região.


Muito além de carros, motos ou até mesmo cavalaria, quem faz as vezes das viaturas da Polícia Militar na Ilha do Marajó (PA) são os búfalos. Além de ajudar no patrulhamento pela facilidade na locomoção em áreas alagadas, os animais também são atração turística na cidade paraense de Soure, cuja região tem o mamífero de grande porte como símbolo cultural. 


De acordo com o 8º Batalhão de Polícia Militar do município paraense, os búfalos aproximam a população ao trabalho policial. A corporação destaca que o patrulhamento diversificado aumenta a procura de turistas e de moradores da região para conhecer mais sobre o trabalho da PM.


Dentre as ocorrências mais atendidas com o apoio de búfalo, os casos de roubo de gado ganham destaque. Segundo a PM, nesse tipo de crime, o animal, que chega a pesar quase 600 kg, consegue se locomover em terrenos e áreas alagadas, devido à força e tração das patas.


A Ilha do Marajó é o maior arquipélago fluvio-marítimo do mundo. Isso faz com que a região, em determinadas épocas do ano, fique alagada a tal ponto que impossibilite o acesso de carros e motocicletas. Por sua vez, a profundidade é rasa demais para o acesso de embarcações. É aí que entram as montarias de búfalo do 8º Batalhão, que, atualmente, conta com sete animais para patrulhamento. 


Além de Soure, a segurança pública do Pará investe na modalidade de patrulhamento nas cidades de Salvaterra, Cachoeira do Arari e Santa Cruz do Arari, no Marajó Oriental, com trabalho de doma e manejo dos animais selvagens. A iniciativa acontece há mais de 30 anos na região, segundo a PM.


Ao todo, a Ilha do Marajó conta com aproximadamente 600 mil cabeças de búfalo, o maior rebanho do mamífero no Brasil. Além das atividades policiais e turísticas, a região também é conhecida pela economia que gira em torno dos animais, como a culinária local.




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